“Estranha Loucura” é uma viagem intensa pelas contradições do amor — aquele sentimento que, mesmo quando nos magoa, continua a prender-nos. Entre a paixão, a saudade e a vontade de seguir em frente, esta canção fala de uma relação que deixou marcas profundas e de uma luta interior difícil de explicar. Uma estranha loucura que nos faz querer esquecer, mas também recordar; partir, mas continuar a esperar. Um tema emocional e envolvente, onde cada palavra traduz a força de um amor que, apesar de tudo, ainda não conseguimos deixar para trás.

Cruzo o teu olhar sem te poder tocar,
Finjo que não sinto, mas volto a falhar.
Entre o certo e o proibido eu fiquei,
Num silêncio que grita tudo o que calei.

E quanto mais fujo, mais perto estás,
És o erro certo que eu nunca deixo para trás…

É uma estranha loucura,
Amar sem poder amar,
Ter-te tão perto e a vida segurar.
É uma doce tortura,
Que eu não sei largar,
Perder-me em ti sem me poder encontrar.

Invento desculpas para te ver passar,
Guardo nos meus olhos o que não posso dar.
Cada gesto teu é um perigo em mim,
Um quase que nunca chega ao fim.

E quanto mais nego, mais quero ficar,
Preso a um sonho
que não posso tocar…

É uma estranha loucura,
Amar sem poder amar,
Ter-te tão perto e a vida segurar.
É uma doce tortura,
Que eu não sei largar,
Perder-me em ti sem me poder encontrar.

Se o mundo parasse só por um segundo,
Eu gritava o teu nome sem medo do mundo.
Mas o tempo não para, e eu também não posso,
Fico no meio do nada… entre o querer e o nosso.

É uma estranha loucura,
Amar sem poder amar,
Viver no limite de te desejar.
É uma doce tortura,
Que insiste em ficar,
Ser teu em segredo… sem nunca o mostrar.

E nesta loucura que eu não escolhi,
Amo-te em silêncio… só dentro de mim.

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